17.11.14

Quando ser lembrado vai à pó

Hoje vi a morte, contemporânea, quase que aniquilante. Não há o que dizer sobre tal, a morte em si já é o fim, e só de chegar ao pó a figura de linguagem já muda pra uma outra história, uma outra narrativa, e quem sabe uma outra vida. Ir pra um lugar distante sem saber o que realmente é aquilo tudo, digamos que é um pouco "perturbador", não é mesmo? Mas a vida é uma passagem, e o que fica quando partimos são as coisas que fizemos, as ações boas é que fazem com que sejamos lembrados; o amor que damos. Alguns têm medo do esquecimento, assim como Augustus Waters, de A Culpa é das Estrelas, mas como dizia Hazel: "o esquecimento é inevitável. Haverá um dia em que tudo que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa." Levo a fala dela como uma dica de auto-ajuda, já que passamos tanto tempo nos questionando sobre como seremos lembrados, e esquecemos de viver, de darmos amor a aqueles que sempre estiveram do nosso lado. E o nosso erro começa por aí. Fica o seguinte questionamento: ser lembrado ou viver como se não houvesse amanhã?

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